segunda-feira, 22 de março de 2010

SEM PONTO DE REFERENCIA

SEM PONTO DE REFERENCIA
Gilbert Schultz
Tradução livre de Swami Sunder Svarupo – andresvarupo@hotmail.com ________________________________________

Estas paginas são compostas de respostas a questões e comentários.
O material está usualmente apontando de forma incansável para nossa natureza verdadeira – além dos confins das fronteiras conceituais na quais a mente usualmente se embaralha.
O ponto dessas paginas não é conduzir a mente em infindáveis conceituações, mas sim, abri-la para a presente evidencia - reconhecer o único fato do qual você pode estar absolutamente certo: ‘O fato de seu ser’ (de seu existir). Estar conscientemente atento de estar consciente enquanto as várias atividades da mente continuam é um elemento chave. Contudo, a descrição disso é muitas vezes enganadora devido à natureza das crenças errôneas.

AS NOTAS
Quando a mente não consegue encontrar nenhuma palavra para descrever esse imediato experienciar – então uma quietude para além da conceituação ‘aparece’ como uma ‘sensação’ viva de expansão, tão sutil como o próprio espaço.
Esta ‘seitude’ infinitamente sutil é o que eu sou. O que eu sou está de fato além dessa sutileza e como esse ‘além’, não há nada - nenhuma coisa. O que pode ser reconhecido é que tudo o que aparece Naquilo é também AQUILO, Não Coisa. Este inteiro reino da aparência, da mais grosseira à ‘infinitamente sutil’ se ‘registra’ NAQUILO que está além de toda sutileza. Palavras não podem descrevê-la – elas podem apenas ‘apontar’.
Essa atividade imediata de SABER é inegável e não há necessidade de afirmá-la nem possibilidade de negá-la. Alguém poderia dizer: que existe apenas uma presença conhecedora, a qual inclui o saber de que não há nenhum ‘você’ aqui que saiba/conheça o que quer que seja.
Ela é simplesmente essa clara e imaculada ‘presença’. Foi dito o bastante. Exceto talvez isso: à luz dessa revelação deve ficar óbvio que qualquer um que venha a implicar que ELE está pessoalmente iluminado – não é senão uma óbvia farsa mental não convincente – instantaneamente reconhecida pelo que é, e é desbancada sem demora.
O estado natural não é o ‘MIM’. O ‘MIM’ é uma estória, perpetuada por uma crença não questionada em ser esse ‘mim’.
No puro ver não há nenhum ‘mim’. O ‘mim’ é uma estória, perpetuada por uma crença não questionada em ser esse ‘mim’.
No puro ver não há nenhum ‘mim’ que possa barrar o caminho. O ‘mim’ só entra em ‘cena’ uma vez que a mente comece a traduzir o factual em uma descrição, em palavras, etc. Permaneça como essa facticidade, como puro VER – não seja nada além DO VER. Assim se reconhece que o que tudo, todas as coisas são uma aparência nesse VER. Portanto como ‘uma aparição’ pode tocar o que você é ou causar-lhe algum mal seja do jeito que for? Só se houver uma crença na aparição é que ela ‘aparentemente’ se torna uma ameaça ao que você é – contudo o que você é não pode ser ameaçado ou atingido. A essência que você é, é o que alguns chamam “o espírito imortal e sem medo”.
Uma vez quebrada a desconfortável ‘zona de conforto’ da crença de ser o ‘pequeno mim’ então um senso de liberdade imparcial ‘aparece’ espontaneamente – mas essa ‘aparência’ não é uma miragem, como o mim – ela é estado natural surgindo para fora do manto da mente - entretanto ela nunca foi realmente coberta pelo conteúdo da mente. Nossa essência verdadeira reconhece essa abertura natural de ser livre no momento – não é um ‘você’ ou um ‘mim’ que reconhece isso ou qualquer outro senão o VER. O ‘mim’ não pode VER. O ‘mim’ é não-reconhecimento. VER está acontecendo e há apenas um VER acontecendo. Por que trazer um ‘mim’ para dentro disso? Ele é uma limitação desnecessária e uma crença não-questionada apenas.
VER não está acontecendo por meio de nenhum conceito. Puro ver é desligado de conceitos. Todos os conceitos apenas aparecem e desparecem. Qualquer que seja o ‘sentido’ que a mente tente fazer de uma aparência (qualquer sentido que a mente queira dar a alguma aparição), só pode ser ‘mais aparência, mais conceitos. O ‘mim’ (e o não - mim) é o conceito mãe. Assim, abandone todos os conceitos e VEJA. Então não há qualquer necessidade de ‘fazer sentido’ na mente velha. Novas revelações se descortinarão naturalmente sem a ‘distorção ou preconceitos do ‘mim’. “Nós” estamos tão habituados a acreditar que o ‘mim’ e as traduções (descrições) da mente são a realidade que quando nos é solicitado para VER sem palavras, conceitos ou imagens ou memórias, isso parece uma tarefa impossível. Ainda assim, simplesmente note que VER está acontecendo ‘todo o tempo’.
O estado natural é sem palavras – ela estava lá muito antes de você aprender qualquer palavra – ela estava lá muito antes de você aprender qualquer palavra e permanece sempre presente - ainda assim, nós usualmente o ignoramos, em preferência a um punhado de conceitos e postulações teóricas aprendidas, etc. Ver e conhecer não são crenças – eles são diretos e imediatos. Você não precisa que nenhum guru olhe fixo nos seus olhos para que o VER comece a acontecer. VER (conhecer/saber) é a base de tudo o que você SABE (ou conhece).
Todos os ‘nossos problemas’ estão em uma esfera conceitual. Um conceito é um conceito – se você não pode ver a verdade desse simples fato, então a mente continuará sempre e sempre até que esse fato seja reconhecido.
Para quem isso importa? Nós sempre personalizamos isso e essa atividade sutil e nem tão sutil assim, perdura sem ser notada, então perdemos o ponto essencial. Sem reconhecimento, tudo o que nos resta são argumentos e a proteção das crenças às quais nos agarramos como se a própria vida dependesse disso.
Alguém em algum lugar ‘escutará’ o que está sendo apontado – mas o VER além dos conceitos é a experiência chave – para todos. Ele é indescritível, contudo alguns de nós tentamos descrevê-lo em tantas palavras.
O coração e cabeça são ambos aparências na imaculada natureza da clara consciência. VEJA isso por si mesmo. Você não pode tomar a palavra de outros, porque isso deixa tudo na esfera da crença. Comece pelo fato de que você SABE que você É (existe). Que crença é necessária para saber isso?
A inteligência está ‘fazendo’ tudo desde o modo como uma gota de água se comporta ou o oceano e suas inumeráveis moléculas – desde o modo como um planeta se move ao redor de uma estrela ao modo como uma pena em queda lentamente se assenta no chão. Aquele que está aparentemente ‘ligado’ a qualquer fenômeno pelo pensamento, também é feito de pensamento. Nada está separado como ‘algo’ distinto de qualquer outra ‘coisa’ e o conceito de estar relacionado é apenas um conceito inconveniente. Quem o possui? Onde está a fronteira da posse?
Nada está verdadeiramente separado DAQUILO que sabe de tudo (coisa alguma está separada realmente daquilo que as conhece a todas).
O que você pode separar DO SABER DAQUILO QUE É CONHECIDO? (do ver daquilo que é visto?)
Onde ‘você’ coloca a ‘si mesmo’ em tudo isso?
Comece pelo fato de que você é ESSE SABER (VER) – um sem um segundo. Se você começa em qualquer outro ponto, então só pode ser de um conceito e isso é coisa mental – coisa mental não tem nenhum SER. Assim você pode detectar que é impossível chegar à realidade de algum modo começando por um conceito – isso é apenas acréscimo de mais e mais conceitos – mas quem é esse que pensa que ele pensa?
Investigue – você é a inteligência – não tome qualquer resposta ou conceito como verdade – negue-o, até que reste apenas um saber nu. Assim, como esse saber, ninguém e nada pode desviá-lo do SABER, ou convencê-lo de coisa alguma que já não seja óbvio.
O ponto não tão sutil – ainda que não seja reconhecido por muitos é que o “eu sou” é uma verbalização de SER.
O ser não é palavras – as palavras saem do ser – elas meramente representam o SER. O ser puro, nu, é anterior à linguagem, mesmo logicamente – você só aprendeu as palavras cerca de dois anos após o nascimento do corpo. O estado natural é sem palavras, ainda que palavras sejam expressas através dele.
Agora, esse ponto vai direto à essência da questão porque tantos não compreendem o que está sendo mostrado. Incompreensão só pode ocorrer na mente. Pura compreensão é traduzida por meio de conceitos e crenças baseadas em valores presumidos e ‘pessoas’ crêem que elas são o personagem central, o “conhecedor” – e mesmo quando eles dizem que não acreditam no personagem. Não se trata de uma questão de crença.
Você “sabe”, ou mais especificamente, existe SABER e essa atividade de SABER (de tomar conhecimento) não está em nenhum dos outros padrões que aparecem.
O que você sabe sobre essa atividade não é uma aparência? É tudo aparência – ad infinitum.
O SABER nunca aparece como algo específico – é tudo aparência, sem exceção.
No VER PURO, não existe mal entendido – tudo é visto e compreendido antes que a mente o traduza. As palavras vêm “depois”.
Opiniões são feitas de idéias e palavras. Crenças são construtos na mente e elas parecem formar hábitos de crença.
Qualquer insight básico que possa ocorrer é na verdade instantâneo e sem palavras. Um insight pode ser um padrão que é reconhecido ou a revelação do vazio das coisas. A mente então “mais tarde” os traduz em palavras e idéias, por associação, associações que são todas ‘memória’ (passado).
É um desafio considerar que você nunca teve um pensamento original, mesmo que você acredite que teve. Ao contrário se poderia dizer que todos os pensamentos são originais, sem exceção. Seus pensamentos não são?
Pensamentos são impessoais, mas há muitos pensamentos que ‘tornamos’ pessoais quase instantaneamente por força do hábito. Isso é feito pelo simples referenciar-se a um ‘mim’, uma entidade que está ‘presa’ aos pensamentos, então os pensamentos parecem ser claramente sem preconceitos ou apego. A preconcepção habitual é o ponto de referencia chamado de ‘eu’ (ou mim). O saber (a atividade de tomar ciência, vir a conhecer) imediato e claro, ele próprio, é sem palavras (existe sem palavras). O hábito da mente é traduzir eventos e experiências em algo pessoal, e isso é reduzido à medida que a freqüência maior dessa visão aberta de PURO SABER se revela.
Uma vez que você compreenda os princípios básicos de algo, se pode ver que tudo o mais tem relação com aquele princípio básico – aqui é o mesmo caso.
O fator central é o “SABER” (a atividade de saber - “KNOWING”). Tudo é o SABER – seja isso tomado como correto ou incorreto, certo ou errado, pela mente de hábito.
A sutileza desse fator básico de “SABER” permanece indescritível – ainda assim tão logo isso verdadeiramente “CHEGUE EM CASA” o senso de ser ‘limitado’ se vaporiza e se pode ver e saber que tudo está vibrantemente ‘vivo’ como REALIDADE – mesmo assim tudo ainda aparece como eventos e experiências ‘no tempo’ ou ‘mente’(Cortar lenha, carregar água). O que é notável e, contudo não é notado por muitos é que, essa consciência nua não é sujeita ao tempo e não está surgindo da mente nem se passando através da mente – e não é pessoal. “Nós” temos tantos problemas porque personalizamos tudo (tornamos tudo pessoal, tudo como tendo relação com a minha pessoa) e nos trancamos em um reino mental de tempo e infindável conceitualização. A prisão do SELF é prisão conceitual. Tão logo ela pareça predominar (apareça como predominante) sobre o ser natural (a sê-itude, a naturalidade de ser), as visões claras, “parecem” obstruídas – ainda que nada realmente obstrua a consciência. Um grão de poeira não obscurece uma janela aberta.
Quando Nisargadatta diz, “você não é o corpo nem a mente” ele não está apenas dizendo palavras ‘sábias’ ou qualquer clichê.
Se você não é o corpo e não é a mente, então o que resta?
“Pessoas” passam muito rápido sobre tais ‘apontamentos’ – porque elas vão ao cerne da questão e isso não bate com os seus conhecimentos espirituais personalizados e muitas vezes pretensiosos.
Eu diria: permaneça como essa “sendo-idade” – beeingness – esse estado de estar sendo), o qual tem sido chamado simplesmente de ‘eu sou’. O impulso para fazer isso vem da ‘pessoa’ que você deve acreditar que é. Isso é sempre espontâneo e inesperado. Ele é a ressonância DE SER (estar sendo); é inteligência alem de tudo o que a mente tenha acesso habitualmente. Não é possível descrevê-lo tão bem, porque ele é sem palavras – contudo você o conhece mais intimamente que qualquer outra coisa. Ele é sem forma – ele é o que você é – invisível e intocável para o que quer que ele pareça ser.
Ele é o ser verdadeiro – atemporal, universal e ilimitado. Essas não são palavras “bacanas” – elas apontam diretamente ao que você é – (todos são isso).
Um hábito pode ser quebrado – por que ele é impotente e temporalmente limitado e o intemporal permanece autoevidente e é a potencia. Um hábito é um padrão de repetição. O que você é verdadeiramente nunca repete a si mesmo – ele é sempre fresco e sempre agora. Repetição é a aparição (aparência) de fenômenos mutáveis. O que você é, é um sem um segundo.
Não há nenhuma ‘pessoa’ autorealizada.
O TODO está autorealizando a cada momento, simplesmente do jeito que ele é.
O percebido aparece no VER (no estar vendo). O percebedor é apenas uma aparência também (ele apenas ‘parece’ existir, ele apenas aparece).
Permaneça quieto ‘como’ o VER – ele é o que você É.
A identificação em ser o corpo, o ‘mim’, é um fator errôneo.
Esse ver nu é a profundidade, a qual atravessa toda escuridão. Ele pode trazer à tona um estado sem palavras e sem pensamentos. Ele parecerá retroceder à medida que os pensamentos reaparecem – contudo ele não desaparece.
Os pensamentos aparecem nele. Como o espelho – tudo o que estamos vendo é o espelho – os reflexos são o espelho – ainda assim o espelho é difícil de ser visto (reconhecido) a menos que se o examine bem de perto.
O chão de SER é esse VER, CONHECER. Ele é o experienciar ininterrupto. Não há nenhum ‘experienciador’ exceto como uma aparência, uma estória na mente.
A mente, ela mesma é apenas um rótulo. Este conhecimento é transparente, e é de fato nada mais que o ESTAR SABENDO (knowing).
Uma vez reexperienciado completamente, não pode jamais ser esquecido.
Um ‘homem’ pode sentir-se como se estivesse na parte mais fechada da floresta, onde as arvores estão a 3 pés de distancia uma das outras – ele pode sentir-se aprisionado, perdido. Ele pode notar alguma luz extra em uma direção particular (algo pode ressonar nele – um brilho de reconhecimento). À medida que ele se move pela floresta (no tempo), em direção à luz, as arvores se distanciam. As coisas tornam-se mais claras e a claustrofobia diminui. As arvores eventualmente tornam-se esparsas e então ele alcança o campo de visão claro e aberto onde nada obscurece sua visão.... caminhando em frente ele se encontra em um deserto, sozinho. No deserto há muito pouco com o qual se identificar – poucos objetos aos quais se apegar – nenhum conforto habitual, etc.
Em nenhum momento ao longo de toda a sua ‘jornada’ através da ‘relativa paisagem que se desdobra’ a claridade de visão é de fato obscurecida. Nossa verdadeira essência é algumas vezes chamada de consciência do tipo espaço.
Nada de fato obscurece a consciência. Tudo se registra claramente, tudo, inclusive o que a mente interpreta como bom e mal.
A floresta e o deserto ambos aparecem nessa consciência tipo espaço.
Cada ‘passo’ toma lugar no presente, a realidade do AGORA e o conceito de ‘tempo’ também está aparecendo na ‘consciência do tipo espaço’.
Realizar a própria natureza não depende de se estar fora da floresta. Realiza-se que tudo, sem uma única exceção, aparece no que eu sou.
Muitos obstáculos podem desaparecer em um instante – o ‘fantasma’ daqueles padrões de crença podem ficar ao redor, mas eles não exercem mais nenhum interesse.
Parece que a mente não será convencida pelo mero ‘apontar’ ou ouvir dizer. Deve haver um interesse genuíno. No instante de reconhecimento de nossa verdadeira natureza ou o que alguns chamam de ‘liberação do self’ todos os obstáculos se desvanecem. A mente não é o inimigo – mas certamente ajuda se ela for um amigo – um amigo não resiste ou luta contra você. No centro de nosso ser existe uma inteligência brilhante e ela se espalha através do ser uma vez que as dúvidas e as crenças errôneas são vistas. As limitações habituais são retiradas.
Parece levar tempo e parecerá durar para sempre na medida em que se indulge na resistência ao que é verdadeiro. É o ‘mim’ que resiste. O que você realmente é, o que eu verdadeiramente sou não está resistindo – ele ajudará muito mais eficientemente na medida em que você abandone a fixação com o ser um ‘mim’. A estória de ‘mim’ traz algum conforto da estória sobre ‘isso leva tempo’ e se você investe nessa estória, ela vai durar para sempre. O insight direto é imediato e fora do tempo.
Saber não surge de nenhuma coisa.
Todas as coisas simplesmente aparecem no saber.
Saber é verdadeiramente tudo o que está acontecendo. Você pode perguntar “como você sabe disso?” Eu respondo, “como você sabe o que quer que seja?”
Aquele ‘você’ é apenas ‘uma aparência’. Abandone-o e VEJA o que acontece.
O ‘mim’ é um pensamento. Um pensamento é uma vibração, energia, um movimento, um padrão aparecendo. A energia da crença aparentemente dá a esses padrões uma aparente ‘vida separada’. Tudo isso está bem – e não é ‘um problema’ – mas alguém acredita que esse padrão que está aparecendo é o que eu sou então isso é onde na maioria das vezes ele se torna um ‘problema’ porque tão logo algo confronte esse padrão, e eles certamente parecerão ser confrontados, então essa situação é tênue. Se essa ‘imagem’ de ‘mim’ vibra em um padrão ‘negativo’, então a aparência de sofrimento ou pontos de referencia conflitantes na mente drenam a energia para uma batalha. Isso ‘cria’ ou ‘causa’ que emoções conflitivas apareçam. Mas uma vez que esse ‘mim’ tenha sido reconhecido claramente, ele não pode ser acreditado mais – e assim o conflito ou batalha não tem nenhuma ‘forma’ à qual se prender. Isso é extremamente simples - mas a maioria não acreditará que é simples – eles PENSAM que o ‘conhecem’ como sendo muito complexo e como uma situação quase inescapável. Mas como eu digo, o caminho de saída não é jamais através do sistema de crenças. O ÚNICO ‘caminho’ é através do SABER.
Saber sempre demolirá as crenças simplesmente porque TODAS as crenças NÃO são o FACTUAL. SABER é a facticidade.

A luz do saber brilha através da mascara.
Nada JAMAIS obscurece a consciência.
VEJA que isso é assim – bem agora.
O mendigo desvanece; a imagem dos buscadores se dissolve dentro da névoa mortiça da mente.
O derramar chegou.

Copyright Gilbert Schultz

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