segunda-feira, 20 de junho de 2011

Nenhum Mim do Qual se Livrar

Randall Friend
Tradução livre – André Svarupo – BCps, fev, 15 – 2011 - andresvarupo@hotmail.com
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P: Como posso ver que não existe nenhum “mim”?

R: A própria ideia assume que existe um “mim” para ver que não existe nenhum “mim”. Portanto como exercício intelectual ele vai falhar sempre. Em geral abordamos essa questão procurando e tentando fazer sentido da experiência presente de um modo diferente – esperando que de alguma maneira a experiência mude.
Contudo nós não queremos realmente cavar fundo dentro dessa ideia ‘mim’ [ou, essa ideia ‘eu’] – descobrir o que ela significa, descobrir em que ela se baseia.
“Mim” [“eu”] tem uma raiz profunda e forte. Ele é a ideia de que, o que eu sou, começou em um determinado tempo e data. É essa entidade que é o “mim” [“eu”]. E essa “entidade” não é uma arvore, ela não é a cadeira, ela não é a parede. Ela É o corpo, ela É a mente, isso é o que acreditamos que seja.
Assim, essa é a crença mais básica e profundamente arraigada que temos sobre O QUE nós somos, a qual afirma que você é absolutamente separado. ISSO é quem está tentando ver que não existe nenhum “mim”. Essa entidade. Mas devido a essa entidade ser falsa, ela não pode encontrar coisa alguma. Ela é uma ideia tentando eliminar outra ideia, ou uma ideia tentando eliminar a si mesma.
A busca spiritual é muito conceitual. Simplesmente olhe dentro da ideia de existência separada em si, olhe dentro da ideia de coisas, a ideia de matéria, a ideia de energia. Veja o que é a essência de cada “coisa” à qual se chega através de alguns meios de conhecimento.
Descobrimos que estamos sempre perseguindo algo o qual nunca aparece, algo que é a essência do que parece ser e, contudo nunca conseguimos apontá-lo.
Descobrimos que nunca se chega à existência, apenas acontece de estarmos presos em formas daquela essência, aparências daquela essência, como tentando segurar a agua corrente nas mãos.
A ideia de existência separada é vista como valsa, portanto o “mim” sempre foi falso. Ele não precisava ser eliminado por que ele nunca esteve lá, ele era uma ideia falsa, ele era um pressuposto. Portanto não nos LIVRAMOS do “mim” – o fundo da ideia desprendeu-se. (e a agua do pote escorreu com a imagem da lua).
E, portanto o que É, sempre já o foi. O que conhecemos como “eu” é então tudo o que existe. Ou como Shankara o coloca, ao final não existe nenhuma diferença entre Brahman e o Self Individual.

Postado por Randall Friend às 14: 25h - http://avastu0.blogspot.com/2011/01/no-me-to-get-rid-of.html#links

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